O Sefer HaBahir: o que é, origem e conteúdo

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O Sefer HaBahir (ספר הבהיר), “Livro da claridade” ou “da iluminação”, é uma das primeiras obras da Cabala. É anônimo e a tradição o atribui ao sábio do século I Rabi Nechunya ben HaKaná, porque começa com as palavras “Disse Rabi Nechunya ben HaKaná”.

Ficha rápida

Título Sefer HaBahir, de Jó 37:21
Atribuição tradicional Rabi Nechunya ben HaKaná (século I)
Origem segundo os estudiosos Provença, final do século XII (por volta de 1174)
Manuscrito mais antigo 1298
Primeira edição impressa conhecida Amsterdã, 1651

O nome e a atribuição

Chamou-se Sefer HaBahir a partir de seu versículo inicial, Jó 37:21. O Ramban foi dos primeiros a citá-lo, com o nome de Midrash de Rabi Nechunya ben HaKaná. Os estudiosos o consideram pseudoepigráfico, composto na Provença no final do século XII. Ronit Meroz sustenta que alguns elementos são do século X, na Babilônia, e que outros foram escritos na Provença do século XII. Pensa-se que parte do texto adapta uma obra mais antiga, Sefer Raza Rabá, conservada apenas em citações.

Estrutura

É um midrash sobre os primeiros capítulos do Gênesis, escrito como diálogo entre um mestre e seus discípulos. Costuma dividir-se em cinco seções. A fonte dá números distintos de parágrafos: sessenta parágrafos breves ou cento e quarenta passagens, e duzentos parágrafos em forma de aforismos.

Conteúdo

O debate acadêmico

Os estudiosos discutiram a relação do Bahir com o gnosticismo, pela semelhança entre seu simbolismo e as teorias gnósticas dos “éons”. Desconhece-se se é continuidade histórica ou um desenvolvimento independente.

Perguntas frequentes

Quem escreveu o Bahir?

É anônimo. A tradição o atribui a Rabi Nechunya ben HaKaná e os estudiosos o situam na Provença do século XII.

Por que se chama “Bahir”?

Pelo primeiro versículo que cita, Jó 37:21.

Quando foi impresso?

A edição mais antiga conhecida é de Amsterdã, 1651.

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Fontes

  • Sefer ha-Bahir, artigo de referência (Wikipédia em inglês) e as fontes que cita
  • Confronto: Bahir (Wikipédia); catálogos da edição de Amsterdã, 1651

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