Shaarei Orá de Rabi Yosef Gikatilla: o que é e sua influência

Folha de rosto de Portae Lucis, Augsburgo, 1516
Folha de rosto de Portae Lucis, a tradução latina de Shaarei Orá, Augsburgo, 1516.Imagem: Leonhard Beck (gravura); Paulus Ricius (tradutor) · domínio público · Wikimedia Commons

Shaarei Orá (שערי אורה), “As portas da luz”, é a obra mais influente de Rabi Yosef Gikatilla, uma exposição dos nomes de D-us e de sua relação com as dez sefirot. A fonte a data antes de 1293.

Ficha rápida

Título Shaarei Orá (“As portas da luz”)
Autor Rabi Yosef Gikatilla
Data Antes de 1293
Tema Os nomes divinos e as dez sefirot
Tradução latina Portae Lucis, de Paulus Ricius; Augsburgo, 1516
Edição hebraica Por volta de 1561 (Riva di Trento ou Mântua, segundo o catálogo)

Conteúdo

A obra oferece uma explicação completa dos nomes de D-us e de sua relação com as dez sefirot. Está organizada por nomes divinos: trata de um primeiro nome, um segundo nome, e assim sucessivamente. As fontes consultadas não a descrevem como uma divisão em “dez portas”, de modo que o significado das “portas” do título não fica explicado nelas.

A tradução latina

Paulus Ricius a traduziu parcialmente para o latim como Portae Lucis, e foi impressa em Augsburgo em 1516, na gráfica de Johann Miller. É notável por suas ilustrações: uma ficha de leilão a descreve como o primeiro livro impresso sobre as sefirot e a árvore da vida, com uma folha de rosto gravada por Hans Burgkmair; é uma afirmação de um antiquário, que não foi verificada de forma independente. O humanista Johannes Reuchlin a utilizou, e uma fonte acrescenta que a usou para defender-se de seus adversários.

Edições hebraicas

A edição hebraica princeps costuma ser datada de 1561: um catálogo a dá em Mântua e outro, em Riva di Trento. As fontes divergem sobre qual é a primeira impressão, se a latina de 1516 ou a hebraica de 1561.

Recepção

Segundo a tradição, o Arizal a chamou de “a chave dos estudos místicos”. O Gaon de Vilna recomendou seu estudo, e entre seus leitores judeus estiveram Cordovero, Karo e Vital.

Perguntas frequentes

De que trata?

Dos nomes divinos e de sua relação com as sefirot.

Quem a traduziu para o latim?

Paulus Ricius, em Augsburgo, em 1516.

Quando foi escrita?

Antes de 1293.

Fontes

  • Joseph ben Abraham Gikatilla, artigo de referência (Wikipédia em inglês)
  • Confronto: Sephardic Horizons, “R. Joseph ben Abraham Gikatilla”; catálogos Bonhams e Kestenbaum (Portae Lucis, 1516)

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