O Chida, Rabi Chaim Yosef David Azulai (1724–1806): biografia e obras

Rabi Chaim Yosef David Azulai (חיים יוסף דוד אזולאי), o Chida (sigla de seu nome), foi um sábio sefardita nascido em Jerusalém, bibliófilo e pioneiro na publicação de escritos religiosos judaicos. Nasceu em 1724 e morreu em Livorno em 11 de Adar de 5566 (1º de março de 1806). A fonte o chama de “um dos rabinos sefarditas mais destacados do século XVIII”.
Ficha rápida
| Nome | Rabi Chaim Yosef David Azulai. Sigla: Chida |
| Nasceu | 1724, em Jerusalém |
| Morreu | 11 de Adar de 5566 (1º de março de 1806), em Livorno |
| Reinumado | Har HaMenuchot, Jerusalém, 20 de Iyar de 5720 (17 de maio de 1960) |
| Mestres | Rabi Yitzchak HaCohen Rapoport, Rabi Shalom Sharabi, Rabi Chaim ibn Attar e Rabi Yoná Navon |
| Obras | Shem HaGedolim, Birkei Yosef, Maagal Tov |
Família
Provinha de uma destacada família rabínica e era tataraneto de Rabi Abraham Azulai, rabino marroquino, segundo a fonte (Wikipédia em inglês: “great-great-grandson”). Seu nome “Yosef” vinha de seu avô materno, Rabi Yosef Bialer. Casou-se duas vezes, ambas com uma mulher chamada Rachel; a primeira morreu em 1773 e casou-se com a segunda em Pisa em 28 de outubro de 1778. Seus filhos foram Abraham e Raphael Yeshayá Azulai.
Mestres
Estudou com Rabi Yitzchak HaCohen Rapoport, com Rabi Shalom Sharabi (veja a biografia do Rashash), com Rabi Chaim ibn Attar (veja sua biografia) e com Rabi Yoná Navon.
Emissário da Terra de Israel
Em 1755 foi eleito emissário (shadar) da comunidade judaica de Hebron. Fez duas grandes viagens: a primeira, por volta de 1753–1757, pela Itália, os territórios alemães e a Europa ocidental, incluindo Londres; a segunda, entre 1772 e 1778, pela Tunísia, Itália, França e Holanda. Depois estabeleceu-se em Livorno, onde permaneceu até a morte. A fonte dá um número de saídas incoerente: três (1755, 1770 e 1781) em uma passagem e duas em outra.
Suas obras
- Birkei Yosef (Livorno, 1774–1776): comentário ao Shulchan Aruch que figura na maioria das edições.
- Shem HaGedolim (Livorno, 1774): dicionário bibliográfico de autores e obras rabínicas, em duas seções (nomes de autores e títulos de obras), com cerca de mil e trezentas biografias e a descrição de cerca de duas mil e duzentas obras, segundo outra fonte.
- Tefilat Yesharim: um livro de orações que editou e ordenou.
- Maagal Tov: seu diário de viagens, onde conta seus encontros com comunidades, manuscritos raros, perigos do mar e costumes. Descreve lugares como a torre inclinada de Pisa e a Torre de Londres. A ficha dá dois dados de edição que não concordam: uma edição de Livorno de 1879 e uma primeira impressão dos anos trinta do século XX por Aron Freimann.
A lista de suas obras compilada por Rabi Yitzchak ben Yaakov chega a setenta e uma, embora algumas sejam contadas duas vezes com títulos alternativos. Imprimiu sobretudo em Livorno e em Pisa.
Bibliófilo
Examinou coleções de manuscritos aonde quer que foi, na Itália e na França, e as documentou em Shem HaGedolim. A fonte o descreve como um leitor voraz. Seu diário foi comparado ao de Benjamim de Tudela por seu valor como testemunho de primeira mão da vida judaica.
Lendas
A fonte registra relatos não verificados: que acreditava que Rabi Chaim Vital bebeu do poço de Miriam, o que lhe permitiu aprender Cabala do Arizal em menos de dois anos, e que seus contemporâneos o veneravam quase como a um santo.
Sua sepultura
Morreu em Livorno, na noite de sexta-feira. Em 1960 seus restos foram transferidos para Har HaMenuchot, em Jerusalém, em 20 de Iyar de 5720, cento e cinquenta e quatro anos após a sua morte, cumprindo seu desejo de voltar à Terra de Israel.
Perguntas frequentes
O que significa Chida?
É a sigla de Chaim Yosef David Azulai (חיד״א).
O que é Shem HaGedolim?
Um dicionário bibliográfico de autores e obras rabínicas.
Onde está enterrado?
Em Har HaMenuchot, em Jerusalém, desde 1960.
Fontes
- Chaim Joseph David Azulai, artigo de referência (Wikipédia em inglês) e as fontes que cita
- Confronto de datas e obras: catálogos Kestenbaum; Breslev.com; DailyZohar


