Rabi Yosef Chaim de Bagdá, o Ben Ish Chai (1835–1909): biografia e obras

Rabi Yosef Chaim (יוסף חיים), de Bagdá, conhecido pelo título de sua obra mais famosa, o Ben Ish Chai, foi o grande mestre dos judeus do Iraque e uma referência para os sefarditas e orientais em geral. Nasceu em Bagdá em 1º de setembro de 1835 (outras fontes dão 1832 ou 1834) e morreu em 30 de agosto de 1909.
Ficha rápida
| Nome | Rabi Yosef Chaim de Bagdá. Conhecido por sua obra, o Ben Ish Chai |
| Nasceu | 1835 (as fontes dão 1832, 1834 e 1835), em Bagdá |
| Morreu | 30 de agosto de 1909 |
| Cargo | Autoridade rabínica de Bagdá; nunca foi Chacham Bashi oficial |
| Obras | Ben Ish Chai, Rav Pealim, Ben Yehoyada, Torá Lishmá |
Formação
Estudou primeiro na biblioteca de seu pai. Por volta dos dez anos deixou a beit midrash para estudar com seu tio, Rabi David Chai ben Meir, que fundou depois em Jerusalém a yeshivá Shoshanim LeDavid. Em 1851 casou-se com Rachel, sobrinha de Rabi Abdallah Somekh, a quem a fonte chama de seu “principal mentor”. Tiveram uma filha e dois filhos. Seu pai morreu quando ele tinha cerca de vinte e cinco anos.
A autoridade de Bagdá
Após a morte de seu pai, e apesar de sua juventude, os judeus de Bagdá o aceitaram como seu principal sábio rabínico. Não ocupou o cargo oficial de Chacham Bashi. A yeshivá sefardita Porat Yosef, de Jerusalém, foi fundada por conselho seu por Yosef Shalom de Calcutá, um de seus mecenas.
Suas obras
- Ben Ish Chai: guia haláquico organizado pela parashá semanal, que combina a lei cotidiana, ensinamentos místicos e costumes. Baseia-se em palestras que deu durante dois anos e é muito usado em lares e yeshivot sefarditas.
- Ben Yehoyada e Benayahu: comentários ao Talmud, apreciados para entender a Agadá.
- Rav Pealim e Torá Lishmá: responsa.
- Mekabtziel: explicação esotérica das razões de suas decisões; a fonte especula que sua insistência em imprimir no distrito de Jerusalém pode ter impedido a sua publicação.
- Qanun al-Nisa: livro de parábolas de superação pessoal, em árabe judaico-bagdadi.
Escreveu mais de trinta obras, e muitos livros de oração do rito iraquiano se baseiam em suas decisões.
Seu estilo
Suas palestras semanais de Halachá começavam com uma exposição mística e concluíam com decisões definitivas. Era conhecido pelas parábolas e relatos, alguns publicados separadamente como alternativa à literatura secular de influência europeia.
Cabala
É descrito como um grande cabalista, e sua leitura cabalística da lei é central em seu estilo. Enfrentou o reformista alemão Jacob Obermeyer, que esteve em Bagdá entre 1869 e 1880, e o excomungou; uma disputa sobre o Zohar fez parte do conflito.
Lendas e incertezas
Afirmou ser a reencarnação de Benayahu ben Yehoyada, e deu a várias obras nomes tomados de 2 Samuel 23:20. A fonte registra isso como uma afirmação dele, não como um fato. Os demais dados contam com poucas citações, por isso convém confrontá-los.
Perguntas frequentes
Por que ele é chamado de Ben Ish Chai?
Pelo título de sua obra mais conhecida, tomado de 2 Samuel 23:20.
O que é o Ben Ish Chai?
Um guia de Halachá e costumes organizado pela parashá semanal.
Foi cabalista?
Sim, e essa faceta é central em seu estilo.
Fontes
- Yosef Hayyim, artigo de referência (Wikipédia em inglês) e as fontes que cita


